Duas das quatro bacias de contenção que estão sendo implantadas na Bacia do Ribeirão dos Padilhas estão prontas e foram entregues, no dia 8, pelo prefeito Rafael Greca. As estruturas funcionam como reservatórios para reter água e proporcionam maior controle da capacidade de vazão, diminuindo o potencial destrutivo do rio em períodos chuvosos. As obras fazem parte do programa Curitiba Contra Cheias, coordenado pelo Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas.

O Ribeirão dos Padilhas percorre os bairros Xaxim, Alto Boqueirão, Pinheirinho, Sítio Cercado, Bairro Novo e Ganchinho até desaguar no Rio Iguaçu. Além das bacias de contenção, o rio também está recebendo intervenções de perfilhamento ao longo de mais de seis quilômetros do seu leito. Os serviços vão da região da Rua João Batista Zagonel Passos e seguem até o Rio Iguaçu, no Contorno Leste, e compreendem o desassoreamento, realinhamento dos taludes (terreno inclinado que serve para dar sustentação e estabilidade ao solo) e recuperação de alas de micro e macrodrenagem, bem como da mata ciliar.

“As estruturas seguram a água para liberá-la aos poucos. Assim se evita que grandes volumes se somem ao caudal do Ribeirão dos Padilhas provocando transbordamentos e inundações. Essa é uma obra de macrodrenagem, que protege a vida e o patrimônio das famílias”, explica Greca. 

As bacias de contenção concluídas ficam na altura do cruzamento das ruas Desembargador Carlos Pinheiro Guimarães e Coronel Joaquim Antônio de Azevedo, no Parque do Semeador, no bairro Sítio Cercado, e no Córrego Jardim Esmeralda, afluente do Ribeirão dos Padilhas, no Xaxim, nas proximidades da esquina das ruas Coronel Rivadavia Pereira de Moraes e Dante Honório.

As duas bacias de contenção entregues têm a capacidade de acumular 16.600 metros cúbicos de água. “Só quem conhece esses lugares em dias de chuva tem a dimensão da importância dessa obra”, afirma o Prefeito.

As próximas bacias de contenção a serem entregues estão localizadas no Arroio Cercado, que corre ao longo da Rua Professor Zacarias Liteka, no Sítio Cercado, e no Arroio Boa Vista, no Bairro Novo. Ambos são afluentes do Ribeirão dos Padilhas. Elas terão a capacidade de reter outros 15.000 metros cúbicos de água.

No Sítio Cercado, a obra além de ser um instrumento de contenção de enchentes, é também o primeiro estádio híbrido do Brasil, pois o local é também usado como campo de futebol e ao contrário de muitas especulações, manteve a essência do local – Parque do Semeador, construído em 1994. Em dias de chuvas fortes, o campo foi remodelado para se transformar num piscinão. “Com muita alegria estive na Praça do Semeador – local que fiz construir em 1994. Agora o campo do Shabureya, dirigido pelo David Silva, que está com sua filhinha Pietra, é uma bacia da acumulação do Ribeirão dos Padilhas. Esta é a segunda bacia de retenção, das quatro obras, entregue”, disse Greca que afirmou ainda que “Durante o ano, jogam bola. Se chover forte, o espaço vira bacia de contenção e só pode jogar se for de canoa. Usamos essa grande área sem precisar fazer desapropriações”, contou.

Após entregar uma bola para a filha do presidente do Shabureya, Greca disse: 

Está inaugurado o primeiro estádio hídrico do Brasil. Pode alagar.

O campo de futebol também serve a um projeto social dirigido por David. Cerca de 200 crianças e adolescentes, meninas e meninas, recebem treinamento esportivo por no mínimo duas vezes por semana e sob a supervisão de educadores físicos e psicólogos.